SINOPSE: Ela roubou uma vida. Agora, deve pagar com o coração.
Nesse misto de A bela e a fera e Game of Thrones, Sarah J. Maas cria um universo repleto de ação, intrigas e romance. Depois de anos sendo escravizados pelas fadas, os humanos conseguiram se libertar e, agora, coexistem com os seres místicos. Cerca de cinco séculos após a guerra que definiu o futuro das espécies, Feyre, filha de um casal de mercadores, é forçada a se tornar uma caçadora para ajudar a família, afundada na pobreza. Após matar uma criatura feérica transformada em lobo, uma criatura bestial surge exigindo uma reparação.
Arrastada para uma terra mágica e traiçoeira ― que ela só conhecia através de lendas ―, a jovem descobre que seu captor não é um animal, mas Tamlin, senhor da Corte Feérica da Primavera. À medida que ela descobre mais sobre este mundo onde a magia impera, seus sentimentos por Tamlin passam da mais pura hostilidade até uma paixão avassaladora. Enquanto isso, uma sinistra e antiga sombra avança sobre o mundo das fadas e Feyre deve provar seu amor para detê-la... ou Tamlin e seu povo estarão condenados.
✎﹏﹏﹏﹏﹏﹏﹏﹏﹏﹏
Eu tenho muita coisa a falar desse livro e vai soar bem mais como opinião do que resenha mesmo. Fiz de tudo para não pegar spoilers dos próximos, visto que adquiri todos depois que li o primeiro e simplesmente me encantei.
Mesmo que seja apresentado como algo inspirado em A Bela e a Fera, vai muito além. O universo é bem construído e me deixou curiosa para saber mais, mas foram os personagens que me pegaram.
ATENÇÃO: A PARTIR DAQUI PODE HAVER SPOILER
Para começar, o Lucien, eu gostei dele de cara, achei um personagem divertido e as interações dele com a Fey foram ótimas. Quando chegou na corte de Amarantha e ele ajudou a protagonista, eu fiquei feliz, mas logo me recordei de que ele faria de tudo pelo Tamlin e que aquela possível amizade não era tão verdadeira assim. Acho que isso pode ter mudado um pouco depois que ela salvou o pescoço dele, mas tenho um pezinho atrás.
A família da Feyre é completamente insossa, sinceramente a parte mais irritante da obra, porém necessária para o desenvolvimento em si. Das irmãs, a Nesta é a que mais me deu raiva, uma inútil num grau absurdo, assim como o pai, mas quando a Fey voltou e elas conversaram, eu consegui entender o motivo dela agir assim, porém isso não justifica a forma como ela sempre tratou a Fey.
O Suriel foi muito divertido de acompanhar na caçada a ele também e mais uma prova de que o Lucien não sabia o que estava fazendo.
Agora o Tamlin... o Tamlin é complicado para mim... Eu entendo os motivos dele, eu achei alguns dos momentos dele com a Fey fofos e tal, mas ele não me convenceu. Ele não me passa a vibe de estar extremamente apaixonado por ela e sim de ter encontrado a mulher que poderia salvá-lo, isso não quer dizer que ele não goste ou até mesmo esteja apaixonado, só não parece genuíno. Em várias cenas, ele é mais fraco e até mesmo desnecessário, na corte de Amarantha, mesmo sabendo que ele não podia demonstrar, deu muita raiva do personagem, pois no único momento que conseguiu ficar a sós com ela, antes de ser interrompido pelo morcegão, não teve uma conversa, o mínimo do mínimo foi logo pro, "vamos se comer e foda-se que eu quero marcar território" "--
Depois que ela se transforma e está passando pelo luto/aceitação do que fez, ele também não demonstra muito, enfim, eu tenho uma percepção do personagem que não me permite pensar que ele é realmente aquele que fará a Feyre feliz.
Amarantha... tenho muitos apelidos ruins para essa desgraçada, mas achei o final dela muito rápido, queria que tivesse sofrido um pouco mais, entretanto gostei que foi morta.
Rhysand, PELO AMOR DE DEUS, QUE HOMEM!!! QUE FEÉRICO!!!! Quando ele apareceu pela primeira vez, eu pensei: "nossa, já entrou causando" mas assim que ele ameaçou falar da Fey, eu senti uma pontada de raiva, para no final tudo se dissipar. A importância desse personagem durante mais da metade da obra ficou implícita e sinceramente teve muito mais química e entrosamento da Fey com ele do que com o próprio Tamlin, o que mais uma vez me dá a certeza de que aquele loiro não será o par dela.
Por fim, mas não menos importante, Feyre.
Que protagonista gigante, com um desenvolvimento maravilhoso. Não tenho o que falar sobre a vida dela e tudo que ela passou, a mulher foi uma muralha do início ao fim.
Agora, sobre o amor dela pelo Tam, eu fico dividida. A Fey, a meu ver, estava começando a sentir. Era o início de um sentimento muito bom que ainda ia amadurecer, mas ao voltar para a corte primaveril e descobrir tudo, foi como se o amor de Tamlin por ela fosse um gatilho, onde ela faz coisas inimagináveis por esse sentimento que mais me passou a impressão de desespero, a busca incessante por ter um lugar para pertencer e alguém para chamar de lar, visto que ela nunca teve isso. O issues dela foi completamente afogado por poder ter paz e não vou negar que chega a ser um pouco triste, mas ainda assim a Fey foi grandiosa demais, a luta dela contra a minhoca gigante, a cena dela salvando o pescoço do Lucien, nossa eu só tenho pensamentos bons a respeito dessa protagonista e estou muito curiosa para ler o próximo livro e saber o que acontecerá nessa nova jornada de sua vida.
Corte de espinhos e rosas é um excelente livro de abertura e tudo que se espera de um mundo de fantasia e me faz querer saber mais.
Nº páginas 472
Classificação +18

Comentários