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No primeiro livro da saga O Povo do Ar, acompanhamos a história de Jude Duarte e sua família em meio a um universo repleto de política, poder e intrigas.
O mundo criado por Holly Black é, sem dúvidas, o ponto mais forte da obra: extremamente bem construído, detalhado e rico em críticas sociais e políticas, as estratégias e o crescimento da personagem principal. Cada elemento parece ter sido cuidadosamente posicionado para dar vida a esse reino feérico repleto de crueldade e beleza. Ainda assim, por mais elaborado que seja, confesso — para mim, não desceu.
O enredo é arrastado em vários momentos e, apesar de todos os personagens serem interessantes à sua maneira, poucos conseguiram me cativar. Exceto Jude, que carrega o livro nas costas. O restante é irritante em excesso, o que acabou tornando a leitura mais cansativa do que prazerosa. E sinceramente? Não encontrei motivação suficiente para seguir para o segundo volume — não se for para ter mais do mesmo e, em várias vezes eu pensei:
"A maldade pela maldade, simplesmente porque podem."
Acho que essa é a frase que eu utilizaria para definir a maior parte dos personagens de O Príncipe Cruel. Mesmo que superficialmente, todos possuem camadas mais profundas e motivações complexas, mas as pequenas doses desse entendimento não foram suficientes para me prender. Em vez de empatia ou curiosidade, senti um certo distanciamento — como se a história não quisesse realmente me deixar entrar.
No fim, O Príncipe Cruel é um livro visualmente rico e com personagens fortes, mas que, para mim, ficou apenas no “ok”. A ambientação é magnífica, o potencial é enorme, mas a conexão emocional... essa ficou me faltando.
Se fosse para definir uma nota seria 3.5/5 justamente porque não consegui sentir muito ou me apegar a esse livro, já em termos de construção e desenvolvimento, sem dúvida alguma ele é um 5.
Nº páginas: 415
Versão: E-book
Classificação: +16

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