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Sexta do livro: Trono de penas e ossos

 

SINOPSE: ESCOLHIDA. CULPADA PELO ASSASSINATO DO REI SEELIE. FUGITIVA. DESTINADA A NUNCA TOCAR O HOMEM QUE FAZ SEU SANGUE ARDER.

O que Kallik mais queria era encontrar a entrada para Underhill — o lar ancestral dos feéricos, e que desapareceu aparentemente por culpa dela —, e, quem sabe, poder começar a levar sua vida de forma tranquila. No entanto, quando se vê acusada pelo assassinato do rei da corte Seelie, agora ela precisa, além de tudo, provar mais uma vez sua inocência.

Ela só não esperava que receberia ajuda da corte rival para escapar e continuar sua busca por Underhill — e muito menos que a rainha dessa corte iria designar o homem por quem Kallik é apaixonada desde sempre para ser seu protetor nessa missão. Fugindo não apenas da corte Seelie, que quer seu sangue, ela vai precisar lutar contra forças que ainda não entende e, ao que tudo indica, que também não querem seu sucesso em reabrir o lar ancestral.

Mas Underhill tem pressa de ser encontrada e, durante sua jornada, Kallik descobrirá que estava depositando sua confiança no lugar errado e que a verdade sobre si mesma esconde muito mais segredos — e poder — do que podia imaginar.


Se no primeiro livro da saga acompanhamos uma busca incansável — com Kallik enfrentando provações sem descanso, quase como uma máquina movida pela sobrevivência —, em Trono de Penas e Ossos vemos uma protagonista que vai amadurecendo aos poucos diante das situações impostas, consciente de si e aos poucos de sua magia. O avanço é perceptível, tanto na construção da personagem quanto no desenvolvimento da narrativa.

Kallik continua sendo lançada em situações intensas e perigosas, e, assim como no volume anterior, a história já começa em ritmo acelerado, com cenas de ação/luta que mantêm a tensão do início ao fim. No entanto, há uma diferença fundamental: desta vez, ela tem espaço para respirar. Consegue compreender melhor seus próprios poderes, recebe novas instruções e, enfim, mergulhamos em Underhill — um cenário tão fascinante quanto cheio de cicatrizes, que amplia o peso e a complexidade do mundo criado pela autora.

Nada aqui soa repetitivo. Kallik não vaga mais em círculos sem destino; cada ato, cada decisão, gera uma consequência. É recompensador acompanhar esse amadurecimento narrativo e sentir que, finalmente, as peças começam a se encaixar. Foi o tipo de leitura que me prendeu do início ao fim — impossível parar.

A relação entre Kallik e Faolan também evolui de forma notável, revelando uma química mais sólida e um entendimento mútuo que não existia antes. Ainda assim, achei desnecessário o rumo dado a Dake — ele era um oponente à altura de Lan e poderia ter rendido muito mais.

E falando em Lan… é impossível ignorar o quanto ele está obcecado por Kallik. Neste livro, o disfarce mal funciona, e confesso: comecei a torcer para que algo realmente aconteça entre eles no futuro.

A autora também acertou ao explorar o peso da traição e o pré-julgamento sofrido por Kallik. Sua dor é real, crua, e a sensação de que tudo o que viveu foi uma mentira torna a leitura mais interessante.

Trono de Penas e Ossos representa uma evolução significativa para a saga. A escrita amadureceu, os personagens ganharam profundidade, e o enredo encontrou o equilíbrio perfeito entre ação e emoção. Mal posso esperar pela tradução dos próximos volumes — se o crescimento continuar nesse ritmo, creio que vou devorá-los.

Você pode ler sobre o primeiro livro aqui, lembrando que Trono de penas e ossos faz parte da saga de seis livros Mel e Gelo escrito por Shannon Mayer e Kelly St. Clare.

Se fosse para definir uma nota seria 4/5 ele progrediu bem nas interações com os personagens e espaços de tempo para que a protagonista tenha um tempo para respirar.

Nº páginas: 336
Versão: E-book
Classificação: +16

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