Então pega sua água e se prepara para acompanhar mais uma mini-resenha/mini-resumo com possíveis spoilers.
Obra não é recomendado para menores de 18 anos.
Eu optei pelo audiobook desse livro e, escutá-lo foi uma imersão completa. A narração é tão bem feita que fica fácil se perder nos acontecimentos e desejar devorar cada capítulo. A voz, o ritmo e as pausas certas transformam a história em algo quase cinematográfico.
Na trama, acompanhamos Johan, um homem marcado por um passado terrivelmente pesado. Cresceu moldado pelos próprios traumas, carregando cicatrizes profundas e um desejo de vingança que o consome por inteiro. Assim como teve um vilão em sua vida, Johan decide se tornar o vilão na vida de outra pessoa — Maddie Collins, a filha do homem que destruiu sua infância.
É um enredo que mistura dor, desejo, imoralidade e o limite entre amor (sim um amor muito confuso, porque ele acaba virando um stalker da Mad) e ódio. Johan não é um mocinho, e talvez essa seja a parte mais interessante: a autora não tenta suavizar sua escuridão, apenas a expõe de forma crua, quase desconfortável. Mad, por outro lado, é o ponto de luz que tenta resistir ao caos que ele representa — e juntos, eles formam uma relação tão destrutiva quanto magnética, uma vez que ela simplesmente se afunda junto com ele.
Achei muito interessante e com muitas análises para serem feitas a respeito do comportamento de ambos, mas isso chega ser pessoal para cada um que leu ou ouviu a obra. Mas não posso negar que a autora, Mila Wander construiu uma narrativa que prende, provoca e, ao mesmo tempo, te faz questionar o quanto é possível compreender um vilão quando conhecemos a origem da sua dor. O livro é um mergulho no psicológico, com cenas carregadas de tensão e vulnerabilidade e bastante desconforto, e um final que ecoa na mente por muito tempo depois e faz pensar e repensar sobre o que foi lido.
Nº páginas: 325
Classificação: +18

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